Valionel Tomaz Pigatti Pioneirismo e vanguarda 106,5 MHz de uma história audaciosa Quando a Rádio Livre Reversão começou a transmitir sua programação na década de 1980, ela também abria precedentes para maioria das rádios comunitárias que se originariam em São Paulo
Por: Morgana Gomes

Essa história, segundo o próprio protagonista, tem começo, meio e fim. Ela se iniciou em 1980, ano em que o então jovem Valionel Tomaz Pigatti se graduou em jornalismo, com a consciência política característica de sua época. Como líder estudantil, ele havia participado da organização da UNE e desempenhado um papel importante na luta contra a ditadura. Consequentemente, ao entrar no mercado de trabalho, tornou-se assessor de um vereador, já com o dever de reorganizar politicamente o gabinete dele.
Mas, por volta de 1984, em virtude do difícil período de transição da ditadura para o governo civil, que também determinava a falta de recursos financeiros - e do movimento das classes políticas que, visando o poder, tal qual conhecemos hoje, não se interessava pelas bases, por não ter afinidades com o PT nem com o PSDB, ele resolveu se desligar do trabalho. Então, junto ao amigo e artista plástico Nelson Moris, decidiu ir para Bertioga (SP). Na cidade litorânea, por quase seis meses, eles desempenham a função de pescador e de ativista cultural. Mas, em paralelo, devido à natureza inquieta, ambos começaram a planejar a implantação de uma rádio livre. Faltava apenas decidir se ela seria em São Paulo ou Salvador.
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| VALIONEL TOMAZ PIGATTI E SUA ESPOSA |
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| VALIONEL PIGATTI E FAMÍLIA NA ENTRADA DA CASA DE CULTURA REVERSÃO, DÉCADA DE 80 |
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