A dura realidade da Guerra do Vietnã

Da Redação | Foto: U.S. Army | Adaptação web Caroline Svitras

Em toda sociedade há os poderosos que defendem ideologias e a população que, por vezes, paga por dívidas não contraídas. Sempre foi assim e, no Vietnã do Norte, durante a guerra que teve a participação dos Estados Unidos, não poderia ter sido diferente. Os soldados norte-americanos, não acostumados ao ambiente pantanoso, entre florestas luxuriantes, mosquitos e cobras peçonhentas, padeciam em terreno inóspito. Mas isso não os impediu de tomar uma série de ações repugnantes. Entre 1962 e 1969, por exemplo, eles causaram a destruição química de mais de 650 mil acres de terra cultivada, com o objetivo explicito de ‘matar de fome’ os representantes das forças rebeldes e opositoras à presença do contingente militar dos EUA no país. Porém, quando as imagens dos chamados vietcongues aprisionados começaram a circular pela imprensa, o mundo pôde verificar que a estratégia tinha errado o alvo. Em vez de comunistas, eles apenas submeteram e levaram à morte membros da paupérrima sociedade camponesa do sudeste asiático que, provavelmente, nem consciência política deveriam ter em virtude das precárias condições de sobrevivência – como esses da imagem, “perigosos comunistas” presos e fichados em 1966. A maioria se compunha de idosos e crianças de aparência sofrida que, além de apresentar problemas de saúde, devido à ingestão de gases ou líquidos provenientes das bombas americanas, não podia mais cultivar a terra e obter seus próprios alimentos porque o solo já estava contaminado.

 

Revista Leituras da História Ed. 51