A estética da SS

Da Redação | Foto: Hulton Archive/Getty Images | Adaptação web Caroline Svitras

A Schutzstaffel, cuja sigla é SS, inicialmente era um pequeno esquadrão de proteção que apenas servia como guarda-costas de Adolf Hitler. Mas, aos poucos, sob o comando do militar antissemita Heinrich Himmler, ela se tornou uma das organizações mais temidas de toda a Alemanha nazista. Imbuída de ideologias e carregando o lema Meine Ehre heißt Treue (Minha honra chama-se lealdade), ela exigia até uma estética adequada daqueles que almejam ingressar em suas fileiras, momento em que deveriam provar sua pureza racial. Se aceitos, ainda tinham de aprender que eram não só a elite do Partido Nazista, mas também de toda a humanidade.

 

Graças a essa lavagem cerebral imposta pelo sistema, além do preconceito e da intolerância, inúmeras atrocidades foram cometidas pelos integrantes da SS. Ao mesmo tempo, diante da inigualável estética militar, cidadãos alemães ficavam cegos em relação à selvageria e, assim, cediam facilmente às vontades de Hitler, ditador carismático que, apesar da visão aniquiladora que englobava todos os seus inimigos, tornou-se a única fonte de inspiração de uma nação, em que muitos acreditaram na impunidade.

 

Revista Leituras da História Ed. 84