Adolf Hitler, fanfarrão?

Da Redação | Foto: German Federal Archives | Adaptação web Caroline Svitras

 

Publicamente, Hitler só tomava chá, era vegetariano e foi o primeiro chefe de Estado a proibir que fumassem diante dele. Apesar da suposta retidão, na juventude, foi um boêmio assumido, tanto que o biógrafo Robert Payne afirma que seu comportamento adulto foi moldado a partir da propaganda fictícia espalhada pelo ministro nazista Joseph Goebbels, que visava enfatizar o autocontrole do tirano e sua total dedicação à Alemanha.

 

Por muito tempo, ele também foi tido como homossexual. Segundo a mídia de sua época, Hitler demonstrava desinteresse pelas mulheres, embora exercesse um magnetismo indescritível sobre elas. No entanto, entre os casos mais famosos, que depois vieram à tona – entre os quais se destaca o de Eva Braun, com quem o ditador se casou –, quase ninguém menciona que, em 1908, ele enviou uma carta de amor anônima a jovem Stephanie Rabatsch, de 19 anos, por quem nutria um sentimento platônico desde quando ela tinha 16 anos; namorou por seis anos a própria sobrinha Grete Raubal – jovem que se suicidou em 1931, aos 23 anos, devido à possessividade de Hitler – e ainda teve um noivado frustrado com a irmã de seu velho amigo Dr. Ernst.

 

Hoje é inegável que o ditador vivia rodeado de mulheres e se entregava com gosto aos prazeres da carne. Se real, a foto do autor desconhecido (provavelmente propagada pelos Aliados ou até pelos russos, após o fim da 2ª Guerra Mundial), na qual Hitler aparece ao lado de duas beldades seminuas e bêbado, contraria a imagem puritana que ele forjava perante a sociedade alemã que, hipocritamente, primava pela moral cristã, enquanto o mundo assistia à desastrosa ascensão do ditador e o posterior massacre de judeus em campos de concentração.

 

Revista Leituras da História Ed. 57