Amores proibidos na Segunda Guerra

Da Redação | Foto: Heinrich Hoffmann Collection | Adaptação web Caroline Svitras

A expressiva foto do jovem prisioneiro de guerra britânico Joseph Horace “Jim” Greasley que, sem camisa, confronta Heinrich Luitpold Himmler, um dos mais poderosos homens de Hitler, ainda não traduz a sua verdadeira história.

Aprisionado no início da 2ª Guerra, foi mandado para Silésia, onde se apaixonou por Rosa Rauchbach, filha de um funcionário da mina anexa ao primeiro campo de concentração em que esteve. O namoro, embora proibido, não era segredo para ninguém. Pouco depois, ao ser transferido para Freiwaldau, a 65 km de distância da amada, driblou a segurança nazista e empreendeu uma série de saídas rápidas só para ver a moça. Mas sem alternativa para alcançar a Inglaterra, sempre retornava ao cativeiro.

Libertado em 24 de maio de 1945, voltou ao seu país. Ainda se correspondia com Rosa que, aos poucos, deixou de responder suas cartas. Somente em dezembro de 1946, descobriu por que: ela tinha morrido durante o parto, junto ao recém-nascido. Ele nunca soube se a criança era sua ou não, mas como prometera à amada, publicou, em 2008, sua autobiografia, na qual preserva as memórias do romance. Em 2010, faleceu aos 91 anos. Contudo, a imagem para a História que ficou, mostra apenas a magreza altiva de um soldado audacioso que, durante a inspeção realizada pela figura-chave do Holocausto, teve coragem de exigir, conforme a Convenção de Genebra, alimentação adequada para si e demais prisioneiros.