Arquélogos fazem novas descobertas em Machu Picchu

Da Redação | Foto: Miguel Neyra | Adaptação web Caroline Svitras

Arqueólogos do Parque Arqueológico da cidadela inca, em Cusco, Peru, que retomaram há pouco tempo as escavações no local, já descobriram atrás do recinto conhecido como “espejos de água”, uma passagem pavimentada que estava 30 cm abaixo da superfície (na imagem) e, em um canto dela, uma vasilha que teria sido usada para fazer oferendas, na qual há vestígios evidentes de queima ritual. “Aparentemente, todos os fragmentos encontrados fazem parte do mesmo utensílio que, à primeira vista, tem uma base pontiaguda. Temos, agora, que fazer as análises correspondentes para determinar com precisão o século em que o rito foi realizado”, frisou José Bastante, um dos arqueólogos responsáveis pela investigação.

 

Templo milenar revela criaturas mitológicas | Foto: EFE

 

PERU – Escavações no átrio da huaca Garagay, um dos maiores templos pré-hispânicos em forma de pirâmide escalonada de 30 m de altura, que permaneceu enterrado durante séculos perto do centro colonial de Lima, revelaram representações quiméricas e outras criaturas mitológicas, entre as quais rostos de serpentes e felinos multicoloridos. Todas as figuras foram esculpidas em relevos profundos e, embora pintadas em vermelho, azul e amarelo, nem sempre tiveram essas cores, pois apresentam várias demãos de tinta, o que demonstra que foram conservadas com muito cuidado e repintadas em diversas ocasiões. “A iconografia lembra as cabeças do templo de Chavín de Huántar, a máxima expressão da civilização chavín, que se expandiu pelos Andes, ao mesmo tempo em que Garagay entrava em decadência, o que dá a entender que esse povo andino absorveu a arte do litoral e a representou à sua maneira em pedra talhada”, explicou o arqueólogo Héctor Walde, chefe das escavações.

 

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