O que esperar das ameaças de Trump

Entenda as consequências das últimas atitudes do presidente norte-americano

Por Caroline Svitras | Foto: Shutterstock

 

Que Donald Trump mais uma vez chamou a atenção do mundo por sua língua afiada e provocações ácidas não é novidade. O 45º presidente dos Estados Unidos, como ele exibe em seu Twitter, fez pela rede social uma provocação à Coreia do Norte. No texto, ele ameaça “resolver o problema” nuclear norte-coreano com ou sem o apoio da China.

 

“A Coreia está procurando encrenca. Se a China decidir ajudar, será ótimo. Se não, nós resolveremos o problema sem ela! E.U.A.” | Fonte: Twitter

 

A postagem com mais de 80 mil visualizações preocupou muitos internautas, temerosos com a tensão entre os dois países. Para o professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Reinaldo Dias, a chance de acontecer um conflito entre as duas nações é latente. “Sim, existe a possibilidade de um conflito entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos”, confirma. “O motivo é que os norte-coreanos têm desenvolvido e aperfeiçoado mísseis que podem atingir a costa oeste dos Estados Unidos, levando uma ameaça nuclear concreta a esse país”, completa.

 

A verdade é que desde o bombardeamento estadunidense na Síria, na noite de 6 de abril, todo o mundo passou a ficar mais atento às provocações de Trump a líderes estrangeiros. Segundo Dias, a medida tomada pelo presidente norte-americano foi mais que uma represália ao atentado com armas químicas associado ao governo de Bashar Al-Assad. “[O bombardeio] ocorreu no instante em que [Donald Trump] sofria pressões dentro dos EUA para explicar a vinculação de sua campanha com os russos”, responde quando questionado sobre a motivação do republicano.

 

Apesar de todo esse contexto, Dias explica que a política de Donald Trump e suas atitudes buscam mais interferir sobre a realidade norte-americana que estabelecer o controle estadunidense no Oriente Médio e outros países em desenvolvimento. “A prioridade de Trump [é] de voltar-se para dentro dos EUA, fechando-se cada vez mais em relação ao exterior. Sua prioridade é fortalecer o nacionalismo em detrimento do globalismo”, termina.