As peripécias de Santos Dumont

Da Redação | Foto: Fundação Santos Dumont | Adaptação web Caroline Svitras

Quase todo mundo sabe que, no dia 12 de novembro de 1906, às 16h45, o 14 Bis voou uma distância de 220m a 6m de altura, ganhou o prêmio do Aeroclube da França e consagrou Santos Dumont como o Pai da Aviação. Mas, para alcançar esse feito, o brasileiro se envolveu em uma série de aventuras para dominar os comandos da própria aeronave e garantir sua manobrilidade.

 

Errou bastante, expôs-se ao perigo, contudo contou com a ajuda de muitos anônimos e coadjuvantes inusitados para dar asas ao homem. Entre outras ideias, depois de incorporar um motor ao seu pequeno avião – que mais parecia um amontoado de caixotes –, ele o içou ao dirigível de número 14. Todavia, já no ar, o engenho se mostrou totalmente instável. Insistente, resolveu simular um voo em terra. Para tanto, suspendeu o aeroplano em um cabo de aço para, em seguida, fazê-lo deslizar – como se fosse numa tirolesa – com o auxílio de um burrico que puxava o aparelho.

 

Embora seu objetivo fosse apenas o de sentir o equilíbrio da máquina, de certa forma, o aeronauta brasileiro, que também se notabilizou por algumas invencionices, criou aquilo que poderia ser chamado de o primeiro simulador de voo da história! Graças a essa e outras experiências inusitadas, em 7 de setembro de 1906, finalmente, ele conseguiu tirar, por alguns instantes, a aeronave do chão, feito que lhe deu confiança para se inscrever no Prêmio Archdeacon.

 

Revista Leituras da História Ed. 56