Colonização britânica na Irlanda

Da Redação | Foto: Reprodução Pinterest | Adaptação web Caroline Svitras

A Imagem para a História é de um adolescente irlandês que, no início da década de 1970, grita com soldados britânicos, como que antevendo a morte de 14 católicos em 30 de janeiro de 1972 – tragédia conhecida como Domingo Sangrento. Apesar dos ares de modernidade de tal incidente, o conflito entre ambos os povos começou no século 12, época em que o monarca inglês Henrique II tentou anexar a Irlanda ao seu reino.

 

Embora os nativos da ilha tenham resistido até o século 17, a partir de então, graças às generosas ofertas de terras, milhares de colonos da Inglaterra, Escócia e País de Gales se transferiram para a Irlanda, onde formaram uma sociedade própria nos moldes britânicos. Em consequência, o mesmo território passou a ser ocupado por dois grupos distintos: os recém-chegados protestantes que temiam rebeliões e os irlandeses católicos que acreditavam que suas terras haviam sido usurpadas.

 

Para complicar ainda mais a situação, entre as várias províncias, a de Ulster, ao norte, ocupada em grande parte por imigrantes britânicos começou a se industrializar em relação ao sul do país, ainda dependente da agricultura. Como novas tensões surgiram devido à diversidade econômica, o parlamento inglês implantou duas regiões com autogoverno limitado em 1920: a Irlanda do Norte, com predomínio de protestantes, e a dos condados restantes, a Irlanda, de maioria católica. A partir daí, o desejo da parte sul de se tornar independente ressaltou as diferenças já existentes, que combinadas a fatores étnicos, políticos e sociais acirraram os embates entre o Exército Republicano Irlandês, o IRA, católico e pró-independência, e os movimentos unionistas, protestantes e pró-Inglaterra.

 

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