Confira fatos curiosos da História

Veja nossa compilação com três histórias e acontecimentos curiosos do passado

O primeiro computador

Foto: U.S. Army Photo

 

Diante da miniaturização de smartphones, tabletes e notebooks, a simples imagem do Electroni Numerical Integrator and Computer (ENIAC), o primeiro computador digital eletrônico produzido em série, parece um tanto absurda. Porém, o mais insano é a evolução tecnológica ocorrida em apenas 67 anos. Destinado a efetuar cálculos, principalmente de precisão balística, o imenso computador foi desenvolvido por John W. Mauchly e J. Prester Eckert Jr., junto aos cientistas da Universidade da Pensilvânia e em parceria com o governo dos EUA, em plena 2ª Guerra Mundial.

 

Concluído em fevereiro de 1946, sua construção demandou 5 milhões de dólares, além de 17.468 tubos de vácuo, 70 mil resistências, 10 mil condensadores, 1.501 relés e 6 mil interruptores. Com 30 toneladas, ele consumia 200 kW de potência, ocupava várias salas e necessitava de um sistema de ar especial para arrefecer sua operação. Ele era tão grande que tinha de ser disposto em “U”, em três painéis sobre rodas, para que os operadores pudessem se mover em seu redor.

 

Com 20 registros, de dez dígitos cada, ele efetuava somas, subtrações, multiplicações, divisões e raízes quadradas. Até então, os complexos cálculos de balística que, quando feitos em calculadoras manuais demoravam até 12 horas, tiveram seu tempo reduzido a apenas 30 segundos. Apesar de obsoleto para os dias atuais, curiosamente, seu centro de processamento tinha uma estrutura muito similar a dos processadores mais básicos que, ainda hoje, são utilizados em calculadoras de bolso.

 

Revista Leituras da História Ed.59

Apenas pão e sopa

 

Foto:Reprodução/sovetov.su

 

Após uma época de grande desenvolvimento econômico, no qual havia uma imensa facilidade de obtenção de crédito para a compra de bens materiais, em outubro de 1929, o povo norte-americano foi atingido por uma grave crise financeira, resultante do Crash da Bolsa de Wall Street.

 

De um modo geral, a miséria tomou conta tanto das cidades quanto dos campos. Em meio à tensão social, enquanto índices de criminalidade e racismo aumentavam, várias famílias foram lançadas ao desespero, devido a um ciclo vicioso: ao mesmo tempo em que se dava a falência das empresas, subia o desemprego e, em consequência, dava-se a diminuição do poder de compra e de consumo, fatores que provocaram o acúmulo de estoques e baixa acentuada de preços.

 

Com o mercado totalmente desestabilizado, surgiu uma nova multidão de desnutridos. Todo dia, cerca de 12 milhões de desempregados que, apesar dos ternos e chapéus puídos, ainda tentavam encontrar um trabalho, só podiam contar com os refeitórios populares para matar a própria fome. A única refeição possível para a maioria deles se resumia apenas ao pão e à sopa.

 

Revista Leituras da História Ed.72

 

 

Poesia urbana

 

Foto: Harry Warnecke/NY Daily News Archive/Getty Images

 

No dia 29 de julho de 1925, em uma tarde ensolarada de verão, uma gata que carregava seu filhote, tentou atravessar a Center Street, em Manhattan, bairro de Nova Iorque que, na época, já tinha um tráfego de veículos considerável. Os motoristas, na tentativa de espantá-la, acionaram as buzinas.

 

Mas como a felina não demonstrou a mínima intenção de desistir de seu plano, um oficial de polícia que passava pelo local usou, sensivelmente, sua autoridade para parar os automóveis e permitir a ousada travessia, que terminou de forma bem sucedida, inclusive com a chegada do dono dos animais.

 

Avisado por telefone, Harry Warnecke, fotógrafo do The New York Daily News, não viu o evento. Mas, de forma criativa, convenceu o policial e o dono dos gatos a recriar a cena. Apesar da relutância inicial deles, da ira dos condutores e dos transeuntes que pararam para apreciar a trajetória inusitada, a felina refez o percurso com o seu filhote e Warnecke obteve o almejado registro que, além de comover o mundo, concedeu ao policial uma carta de recomendação do Comissário de Polícia nova-iorquino.

 

Revista Leituras da História Ed.80