Conheça a guerra de Nagorno-Karabakh

Da Redação | Foto: UN Photo/Armineh Johannes | Adaptação web Caroline Svitras

 

Embora seja comum associar a mulher de 106 anos que, com uma AK-47, protegia, em 1990, sua casa na aldeia de Degh, perto de Goris, no sul da Armênia, ao genocídio armênio, o contexto da imagem é outro. Tal foto foi captada durante a Guerra de Nagorno-Karabakh, chamada pelos armênios de Guerra de Libertação Artsakh. O conflito ocorrido entre 1988 e 1994, entre o Azerbaijão e os armênios étnicos que viviam em Nagorno-Karabakh, enclave armênio, com o início da desintegração da União Soviética, evoluiu para uma guerra.

 

Na época, se por um lado o Azerbaijão tentava dominar o movimento secessionista de Nagorno-Karabakh e a maioria da população de Karabakh se manifestava a favor da independência do país, por outro, o parlamento do enclave, votou a favor de sua integração à Armênia. Em consequência, deu-se o aumentou da violência, seguido por acusações mútuas de limpeza étnica. Apesar da interferência internacional, nenhum acordo mostrou-se satisfatório para as partes, principalmente porque as forças armênias, a partir de 1993, já controlavam totalmente o enclave, além de uma extensão de cerca de 9% do território azeri.

 

No período morreram quase 30 mil pessoas, enquanto cerca de 400 mil armênios do Azerbaijão e 800 mil azeris da Armênia e de Karabakh foram deslocados de seu local de origem, devido ao sangrento embate, que só terminou com o cessar-fogo assinado em maio de 1994. Desde então, as conversações de paz mediadas pelo Grupo de Minsk têm sido mantidas por todos os envolvidos.

 

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