Conheça a Sociedade Teosófica

Teosofia é o termo genérico para o pensamento filosófico e religioso, tentando por meio da filosofia e do misticismo obter um conhecimento mais profundo de Deus e do divino

Da Redação | Foto: espiritualismo.info | Adaptação web Caroline Svitras

Helena Petrovna Blavatsky, Olcott e Judge: os três principais fundadores

 

A Sociedade Teosófica foi fundada em 1875 por Helena Petrovna Blavatsky, com Henry Olcott e William Judge. A palavra “teosofia” vem do grego theos (D´us) e sophos (sabedoria), ou seja, a “sabedoria divina”. Alguns autores dizem que o termo não foi inventado por Blavatsky, mas que ele já existia no Egito durante o reinado dos ptolomeus – e também na Índia.

 

Helena costumava definir a Teosofia como “o substrato e a base de todas as religiões e filosofias do mundo, ensinada e praticada por uns poucos eleitos, desde que o homem se converteu em ser pensador”. Considerada do ponto de vista prático, é puramente ética divina ou “a teosofia não é uma nova candidata à atenção do mundo, mas é apenas uma declaração nova de princípios que têm sido reconhecidos desde a infância da humanidade”.

Henry Olcott, um dos fundadores da Teosofia | Foto: franvislumbresdaoutramargem.
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Conhecida em círculos iniciáticos como “HPB”. Helena nasceu em 1831, na Ucrânia, aos 17 anos, casou-se com um homem chamado Nikifor Vassilievitch Blavatsky, daí o seu sobrenome, que na grafia correta em russo, seria algo como Blavatskaya, pois nessa língua, sobrenome tem gênero. Filha de uma escritora e de um coronel, Blavatsky foi praticamente criada pelos avós, depois do falecimento de sua mãe. Vivendo em um ambiente rico culturalmente, ela tocava piano e já manifestava poderes psíquicos, estudava esoterismo, sofrendo também forte influência do bisavô maçom. Bastante interessada nesses assuntos, viajou por vários países, no intuito de pesquisar.

 

A Sociedade Teosófica foi fundada em Nova Iorque e é uma comunidade de observação do mundo que procura ligar o ocultismo e o espiritualismo do século 19 com ideias hinduístas e budistas. Os objetivos da comunidade são a promoção da sabedoria oriental, a unidade da ciência e da religião, assim como a perfeição do homem por meio do conhecimento ancestral em que as religiões são baseadas. A purificação das almas, de acordo com Helena, realizava-se em uma série de encarnações.

 

A misteriosa Helena
Foto: da.wikipedia.org

Helena Petrovna Blavatsky alegava ter visões de um dos membros da Fraternidade Branca, conhecido como mestre Morya. Logo após alcançar independência, HPB correu o mundo todo, estudando, inclusive passando por um período de estudos no Tibete, aliando conhecimento adquirido às suas experiências psíquicas.

 

Em 1871, foi para o Egito e fundou uma sociedade espírita, onde se realizavam estudos à respeito das teorias de um francês chamado Allan Kardec, que ficou famoso nas pesquisas de fenômenos espíritas. Com o tempo, HPB foi interpretando os ensinamentos de Kardec segundo sua vivência e acrescentando teorias esotéricas e outras, fruto de seus estudos e viagens pelo mundo. Publicou diversos livros e revistas e se tornou famosa no mundo todo pelas suas teorias e seus estudos. Acusada pelos seus inimigos de fraudadora, Helena não se intimidou e continuou a propagar a sua obra.

 

A teosofia e os famosos

Com sua abordagem lógica, positiva, ética e científica da natureza, do divino, do homem, da vida, do misticismo e dos fenômenos ocultos, a teosofia exerceu grande influência em estadistas como Ghandi, cientistas como Einstein e artistas como Mondrian, Scriabin e Fernando Pessoa.

 

Mahatma Gandhi e Fernando Pessoa | Fotos: logdohomerix.blogspot.com.br / super.abril.com.br

 

No Brasil, existem movimentos teosofistas, entre eles a Sociedade Brasileira de Eubiose e a Sociedade Teosófica do Brasil.

 

 

Adaptado do texto “Conhecimento Profundo”

Revista Leituras da História Ed. 88