Corrida espacial completará 60 anos

Adaptação web Caroline Svitras

De uniforme marrom, os norte-americanos Slayton, Stafford e Brand; e de verde, os soviéticos Leonov e Kubasov, astronautas do Projeto Cooperativo de Teste Apollo-Soyuz

 

A disputa que começou no período de Guerra Fria tinha, de um lado, a União Soviética (URSS) e, do outro, os Estados Unidos (EUA). Ambos queriam a primazia na exploração espacial, uma necessidade que envolvia a segurança nacional, além da superioridade tecnológica e ideológica de cada país. A primeira vantagem foi soviética. Em 4 de outubro de 1957, era lançado o satélite Sputnik e, no mês seguinte, a cadela russa Laika deixou a Terra em direção ao espaço. Em 1958, surgiu a Nasa e a competição se intensificou. Em 12 de abril de 1961, o soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem a orbitar a Terra. Somente em 1969, quando Neil Armstrong pisou na Lua, os Estados Unidos puderam garantir sua liderança. Ainda que, entre a atuação de Gagarin e Armstrong, os avanços científicos e tecnológicos tenham se mostrado incontestáveis para a humanidade, a tensa corrida também se refletia em vários aspectos de nosso planeta. Contudo, graças ao Projeto Cooperativo de Teste Apollo-Soyuz, ela terminou em 19 de julho de 1975. Na data, durante uma órbita terrestre, a nave norte-americana Apollo 18 e a soviética Soyuz 19 se acoplaram numa missão simbólica, que indicava uma melhoria de relação entre as duas superpotências da época.

 

Foto: Revista Leituras da História Ed. 56