Febre amarela pode acelerar extinção dos primatas

Apesar de não ter chegado às grandes cidades, o maior surto de febre amarela silvestre enfrentado pelo Brasil já atinge regiões onde vivem alguns dos primatas mais ameaçados do país, o que já faz com que especialistas temam que a expansão da doença possa acelerar a extinção de espécies vulneráveis. Fique por dentro!

Febre amarela pode acelerar extinção dos primatas
Foto: Peter Schoen

Até agora, de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 5 mil macacos morreram por suspeita de febre amarela desde o início do surto. Tal número é considerado muito aquém da realidade, pois muitos animais perecem no interior das matas, sem qualquer contato com humanos. “Já tínhamos 70% dos primatas da Mata Atlântica ameaçados de extinção. Junte-se a esse cenário um surto de febre amarela e a coisa complica. Para várias populações, isso pode ser o tiro de misericórdia, que levará de fato a extinções locais”, afirma Leandro Jerusalinsky, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Revista Leituras da História – Ed. 104

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