Gomas de mascar nas guerras mundiais

Da Redação | Foto: Reprodução/Creative Commons | Adaptação web Caroline Svitras

 

 

Conhecidas em praticamente todo o planeta, as populares gomas de mascar norte-americanas, devido às duas grandes guerras mundiais, conquistaram vários povos. Mas naqueles períodos conturbados, além de serem tidas como uma terapia relaxante para o estresse diário, capaz de evitar, inclusive, o congelamento do maxilar durante as emboscadas noturnas, elas também foram usadas como presentes identificadores da própria nacionalidade. Em 1944, por exemplo, o primeiro tenente norte-americano Gardner M. Reynolds, depois de saltar de um avião ao largo da costa da França, ao ser resgatado, somente se salvou porque ofereceu gomas aos seus socorristas que, de início, o tinham confundido com um alemão.

 

De certa forma, os benefícios de tê-las em mãos eram tantos que, enquanto a 2ª Guerra Mundial continuava e os ingredientes necessários ao preparo das gomas tradicionais se tornavam escassos, as Forças Armadas dos Estados Unidos fizeram um esforço incomum para enviar toda a produção de Juicy Fruit®, Spearmint® e Doublemint aos campos de batalha.

 

Entre outras estratégias, enquanto a indústria alimentícia criava um novo tipo de goma mais barata, os soldados norte-americanos também começaram a oferecê-las as crianças, na intenção de provocar empatia em relação à presença impostas a elas, como nos mostra a imagem do sargento Charles Haiplett que dá uma goma de mascar a um menino russo– situação que se repetiu em torno de várias bases dos EUA espalhadas pelo mundo.

 

Adaptado do texto “Identidade nacional”

Revista Leituras da História Ed. 90