Gueto nazista?

Da Redação | Foto: John Stanmeyer | Adaptação web Caroline Svitras

 

Não! A imagem é de um campo de refugiados na Europa, em 2016. Embora as condições sejam péssimas, esses espaços são a única alternativa para milhares de migrantes e refugiados que tentam chegar ao Velho Continente, para escapar da miséria, violência e perseguição. Porém, quando eles conseguem atingir as fronteiras da União Europeia (UE), da pior forma possível, também descobrem que a segurança permanece fora do próprio alcance, fato que explica os rostos cansados e angustiados da grande maioria, que se vê perdida em um novo território, onde verdadeiras fortalezas de arame farpado os mantêm isolados da vida cotidiana que tanto almejaram e que forçam medidas desesperadas frente aos sistemas sofisticados de vigilância e equipes de guardas de fronteira.

 

A situação é drástica! Mas os maltratados e expulsos ilegalmente, sem acesso aos procedimentos de asilo, sob ameaça de detenção e condições que os colocam em grave risco, ainda preservam a existência e, em consequência, a esperança, diante da lembrança das incontáveis pessoas que, desde 2000, já morreram, tentando fazer a mesma jornada.

 

Se não bastasse, de forma contraditória, até o século 20, o acolhimento de refugiados tinha respaldo popular. Mas, hoje, devido aos atentados terroristas, aqueles que chegam à Europa, causam aumento de brutalidade, intolerância e até repugnância, devido à insatisfação das sociedades locais que, embora aleguem não compactuar com ações extremas, as colocam em prática com seus semelhantes, esquecendo-se que o Velho Continente também foi responsável pelo imperialismo, colonialismo e ditatorialismo que, por anos, desestabilizaram tanto o Oriente Médio quanto a África.

 

 

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