Heranças nazistas

Da Redação | Foto: Reprodução/Creative Commons | Adaptação web Caroline Svitras

Após a liberação dos territórios ocupados pelos nazistas, milhares de mulheres francesas que haviam tido algum tipo de relacionamento, voluntário ou não, com soldados alemães foram expostas a execuções humilhantes pelas mãos de seus próprios concidadãos. Na chamada era do Épuration Légale (Expurgo Legal) bastava o mínimo de indício para que qualquer uma tivesse a cabeça raspada para, então, ser execrada seminua em público com suásticas desenhadas ou marcada com ferro em brasa em seu rosto ou testa.

 

Tidas como a desgraça da nação, elas ficaram conhecidas como indignas e, nessa condição, sofreram penas de seis a 12 meses de prisão, além de perda total de direitos civis por um ano ou mais. Muitas mulheres não suportaram a vergonha e cometeram suicídio. Outras, mesmo cumprindo a condenação, ficaram estigmatizadas e, assim, continuaram a ser violentadas e insultadas nas ruas. Entre viúvas, prostitutas e vítimas de denúncias vazias, havia as mães dos filhos da ocupação, crianças depressivas que se tornaram adultos atormentados por lembranças traumáticas.

 

Da França esse processo impiedoso expandiu-se para outros países europeus. Na Noruega, por exemplo, cinco mil moças que geraram filhos de alemães, foram condenadas a um ano e meio de trabalho forçado, enquanto suas crianças, reconhecidas apenas pela alcunha de desova nazista, eram declaradas pelo governo como deficientes mentais e enviadas para uma casa de retardados, onde foram mantidas até os anos de 1960.

 

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