O custo humano da guerra

Da Redação | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons | Adaptação web Caroline Svitras

No dia 20 de junho de 1940, diante da ameaça de ocupação nazista às ilhas do Canal da Mancha, as escolas de Guernsey evacuaram cerca de 5 mil crianças. Para elas, poderia ser mais um passeio, já que estavam acompanhadas por centenas de professores e algumas mães-ajudantes, que levavam seus bebês nos braços. Mas, na realidade, todas estavam deixando seu país natal para trás.

Muitas possuíam apenas o que estavam vestindo e os pais que se despediram delas não sabiam para que local da Grã-Bretanha seriam levadas ou se as veriam novamente. Salvas dos perigos da guerra, após uma viagem precária pelo mar, já como desabrigadas, elas ainda foram embarcadas em trens e transportadas para áreas industriais, como Stockport, Bury, Oldham, Wigan, Halifax e Manchester, cidades frias e cheias de fuligem das quais nunca tinham ouvido falar.

No fim da guerra, a maioria voltou para casa. Mas as cicatrizes psicológicas da separação forçada, tanto dos pais quanto daqueles que as acolheram em solo estrangeiro, ficaram cravadas para sempre nos adultos que se tornaram com o transcorrer do tempo.

 

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