O mistério das múmias do pântano segue sem desfecho

Da Redação | Foto: Robert Clark/National Geographic | Adaptação web Caroline Svitras

Entre Hamburgo, Alemanha, e Copenhague, capital da Dinamarca, a paisagem repleta de brejos vem revelando corpos de 2 mil anos, que os arqueólogos acreditam se tratar de vítimas de sacrifícios religiosos da Idade do Ferro, que foram depositadas nos pântanos como oferenda aos deuses. Se muitos desses corpos foram descobertos ao acaso por coletores de turfa, substância gerada pela decomposição de vegetais de áreas alagadas, autopsias modernas revelaram que quase todos sofreram mortes violentas, devido às marcas de forca, de cordas ao redor dos pescoços ou cortes na garganta.

 

Porém, como pouco se sabe sobre a Dinamarca desse período e quase não há documentos escritos por gregos nem romanos, os pesquisadores ainda trabalham para entender o que aconteceu, principalmente porque na Idade do Ferro, a maioria das pessoas era cremada (na imagem, o preservado Homem de Tollund que foi depositado na lama há 2400 anos, mas apresenta evidências tanto de barba quanto de enforcamento).