O Natal na guerra

Da Redação | Foto: United States Army Signal Corps

Em dezembro de 1941, durante a temporada de férias de Natal, soldados do Camp Lee, Virginia, apresentaram armas para o Bom Velhinho e seu trenó-jeep, que carregava um enorme pinheiro natural. Embora a cena pareça inusitada, desde sempre o mítico personagem é usado pelo governo norte-americano como mensageiro dos entes queridos longe do alcance dos combatentes e, assim, ele também acabou se transformando em uma personalidade simbólica, com a função de transmitir cumprimentos e levar presentes em meio às guerras.

Em 22 de dezembro de 1943, por exemplo, o Milwaukee Journal trouxe um artigo intitulado Papai Noel em bólido verde-oliva está ocupado ao redor do mundo, na intenção de narrar que aviadores sobrevoavam áreas estéreis e gélidas do norte, frentes de batalha da Europa, ilhas e selvas tropicais no Pacífico e também ao longo do Himalaia, com toneladas de cartas, cigarros, doces e bolos, na intenção de assegurar o ilusório espírito de Natal propagado pela pátria mãe, somente para animar as tropas estadunidenses que eram obrigadas a lutar.