O roubo do século

Foto: Lewis Hine | Adaptação web Caroline Svitras

 

Em meio a tantas atrocidades, é difícil pensar que a 2ª Guerra também foi cenário de um dos maiores roubos da história. Mas quando o 3º Reich chegou ao poder, Hitler, que pensava em si mesmo como um exímio conhecedor da arte, permitiu o “acúmulo” de centenas de milhares de obras, que foram usurpadas dos países ocupados pelos nazistas.

 

Grande parte delas pertencia a famílias judias, cujos bens foram considerados “sem dono”. O restante veio de museus, igrejas, universidades e residências. Entre elas, havia obras assinadas por Johannes Vermeer, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Jan van Eyck. Juntas aos preciosos artigos religiosos, entre os quais cruzes de prata e antigos rolos da Torá, valiosas peças de mobiliário e livros raros que também foram arrastados, elas compunham os despojos de guerra, que somavam séculos de cultura ocidental.

 

Mas graças à criação do Monument Men, grupo composto por 345 pessoas, praticamente desconhecidas, de 13 países, milhares de obras foram recuperadas entre 1943 e 1951. Entre elas, o ex-curador do Museu Metropolitano de Arte que, durante a guerra, tornou-se o capitão James Rorimer, foi o primeiro que recebeu o reconhecimento mundial, devido à foto nas escadas do Castelo de Neuschwanstein, que captou o momento em que ele, ao fundo, supervisionava a salvaguarda da arte roubada de judeus franceses, até então, armazenada ilicitamente na bela construção ao sul da Baviera.

 

Revista Leituras da História Ed. 64