Saiba tudo sobre a Guerra do Golfo

A mídia cobriu intensamente o combate, pela primeira vez televisionando bombardeios ao vivo

Por Caroline Svitras | Fotos: Wikimedia Commmons

O século XX foi marcado por uma série de conflitos envolvendo as grandes potências mundiais. Logo nas primeiras décadas, o globo se deparou com o caos e a destruição da Grande Guerra, sucedida pela Segunda Guerra Mundial exatos vinte anos após seu término, a qual tão logo acabou, foi substituída pela Guerra Fria. Além dos grandes embates que assolaram países de todo o mundo, jogando nações umas contras as outras em alianças de interesses, houve também os combates de menor amplitude geográfica, com menos envolvidos, mas de perdas e estragos irreparáveis, que aniquilaram povos, tribos e regiões.

Esse é o caso da Guerra do Golfo, conflito travado entre o Iraque e o Kuwait e que contou com a maior mobilização de tropas e uso de materiais desde a Segunda Guerra. Em agosto de 1990, a mando de Saddan Hussein, tropas iraquianas iniciaram um massivo ataque ao oponente e concorrente comercial a fim de mobilizar a produção de petróleo no Kuwait.

A batalha não foi desencadeada por uma razão específica, mas por uma série de fatores históricos e políticos que contribuíram para a revolta iraquiana. Em 1988, a economia do país de Hussein estava prestes a quebrar após tamanho investimento e perdas provocadas pela Guerra Irã-Iraque. Além disso, o governo iraquiano pretendia ter as dívidas com o Kuwait e com a Arábia Saudita perdoadas, mas teve o pedido negado.

Além disso, o Iraque acusava o país vizinho de produzir e comercializar mais barris de petróleo que o valor estabelecido pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). O preço por commoditie acordado pela organização era de 18 dólares por barril, mas com a geração de excedentes, o Kuwait começou a comercializar petróleo a 10 dólares, prejudicando países concorrentes.  

Esses fatores, somados à disputa territorial entre as duas nações, culminaram na ação militar liderada por Saddam Husseim. Antes do conflito acreditava-se que o Iraque contava com um dos maiores exércitos do mundo e o país mostrou-se um adversário de respeito na guerra contra o Irã. Sendo assim, invadir o oponente não foi um desafio para as tropas iraquianas. A Arábia Saudita tornou-se aliada do Kuwait e abrigou a família real do país até que a ofensiva terminasse.

Após meses de conflito, a ONU se posiciona contra o embate e exige que as tropas iraquianas recuem. Os Estados Unidos decidem também apoiar a desocupação do território kuwaitiano, mostrando-se aliados da Arábia Saudita, importante produtora de petróleo.

O conflito terminou em abril de 1991, após o Iraque ceder ao acordo de cessar-fogo e cedendo ao embargo comercial imposto. Apesar de não haver dados que confirmem, acredita-se que a quantidade de soldados iraquianos mortos em combate esteja perto da casa do 30 mil. O país foi reduzido a ruínas.

A mídia cobriu intensamente o combate, pela primeira vez televisionando bombardeios ao vivo. Além disso, a imprensa escrita lançou edições especiais sobre a Guerra.