Trabalho infantil na História

Da Redação | Foto: Lewis Hine | Adaptação web Caroline Svitras

Durante toda a história da Humanidade, o trabalho infantil sempre foi empregado em diferentes graus. Mas, nos primórdios da Revolução Industrial, esse processo se intensificou, principalmente em fábricas têxteis da Inglaterra. Na maioria delas, os teares movidos por energia exigiam menos trabalhadores qualificados, e a busca constante por mão de obra barata para diminuir os custos da produção abriu espaço para as crianças. Na época, espremidas em lugares apertados, elas realizavam tarefas simples e repetitivas, pelas quais recebiam somente 1/10 daquilo que seria pago aos homens, em turnos que duravam mais de 12 horas, inclusive à noite.

 

As vantagens eram evidentes para os proprietários, mas, além delas, as crianças também não tentavam se reunir em sindicatos nem pensavam em greve. Em 1789, somente na nova fábrica de fiação do inglês Richard Arkwright, entre 1.150 trabalhadores, dois terços eram crianças. A prática extrapolou os limites do país e alcançou o século 20, tanto que, antes de 1940, trabalhadores mirins já atuavam na Europa, Estados Unidos e várias colônias de potências europeias. De forma deplorável, muitos deles perderam a infância, a saúde e até a vida, ao serem transformados em mais um produto rentável da Revolução Industrial, conforme comprova os registros de Lewis Hine (1874-1940), que captou diversas imagens tristes nas fiações de Lancaster (Carolina do Sul, EUA), no fim de 1908.

 

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Leituras da História Ed. 63