Trincheiras contra ataques aéreos

Da Redação | Foto: The McMahan Photo Art Gallery & Archive | Adaptação web Caroline Svitras

 

Durante o verão e o outono de 1940, a Luftwaffe realizou milhares de bombardeios sobre o Reino Unido, atacando alvos civis e militares. Hitler tinha como objetivo a destruição da RAF, o que possibilitaria a invasão da Inglaterra. No primeiro momento da batalha, os nazistas apenas atacaram alvos militares e industriais, mas quando os ingleses atingiram Berlim em retaliação, eles também passaram a bombardear centros civis britânicos.

 

Em decorrência, entre julho e dezembro de 1940, aproximadamente 23 mil civis foram mortos, enquanto monumentos históricos e bairros eram transformados em montes de entulhos. Devido à tamanha perda humana, seguida pela destruição da cidade, foi decidido que as crianças deveriam ser evacuadas para o interior do país. Mais de 650 mil delas, a maioria em idade escolar, tiveram que se despedir da família em troca de segurança desejada.

 

Mas como muitas ainda ficaram na cidade, treinamentos de proteção tanto para os bombardeios quanto para os posteriores incêndios foram oferecidos a elas e seus respectivos tutores. Ao mesmo tempo, estações de metrô e caves de igrejas foram equipadas para servir de abrigos antiaéreos. No entanto, quando faltava tempo para chegar até eles, de modo improvisado, as crianças e seus responsáveis optavam por se esconder em buracos de construções interminadas ou abertos pelas próprias bombas inimigas. De dentro deles, em meio à perplexidade,todos observavam o terror aéreo que lhes era infligido em nome do poder.

 

Revista Leituras da História Ed. 91

Adaptado do texto “Terror Aéreo”