“Um povo, um império, um Líder!”

Da Redação | Foto: German Federal Archive | Adaptação web Caroline Svitras

 

Em nome do expansionismo nazista, contrariando o Tratado de Versalhes pela segunda vez – a primeira foi com a ocupação da Renânia, região cortada pelo Rio Reno na fronteira entre França e Alemanha –, Hitler aceita a ovação do Reichstag, em março de 1938, após anunciar a anexação político-militar “pacífica” da Áustria.

 

O feito contou com o apoio do partido nazista austríaco, que preparou o caminho para a Anschluss (União), confirmada em plebiscito em abril de 1938, sobre o lema “ein Volk, ein Reich, ein Führer!” (um Povo, um Império, um Líder!). Conforme citação em Mein Kampf, Hitler prosseguia com o firme propósito de unir a raça alemã que vivia em outros países, para expandir a Alemanha aos territórios eslavos até obter o Lebensraum (Espaço Vital) e, então, instalar a “Nova Ordem” – considerada por muitos como uma tentativa de dominar o mundo.

 

Nesse processo insano, o ditador ainda preparou o palco para a anexação dos Sudetos, região da Tchecoslováquia habitada por 3 milhões de alemães. Para discutir a questão, em setembro de 1938, convocou o Acordo de Munique, que reuniu líderes das potências europeias, exceto os representantes da Tchecoslováquia.

 

França e Reino Unido permitiram a ação por acreditar que essa seria a última reivindicação territorial de Hitler. Mas, além de ocupar os Sudetos, em março de 1939, seu Exército invadiu toda a Tchecoslováquia. Por mais uma vez, Hitler desrespeitava um acordo pré-estabelecido.

 

Adaptado do texto “Ein Volk, ein Reich, ein Führer!”

Revista Leituras da História Ed. 49