Visão militar do golpe

Militares saíram as ruas para comemorar o golpe e o novo regime que se estabelecia em 1964

Da Redação | Foto: Reprodução/noo.com.br | Adaptação web Caroline Svitras

O Brasil era uma jovem democracia, não tinha alcançado nem os 20 anos, quando militares associados aos grandes empresários, à mídia, à Igreja Católica e aos Estados Unidos, após um golpe de Estado, impuseram-lhe a ditadura em 1º de abril de 1964. Em meio ao caos social prenunciado por alguns setores, graças ao espírito cooperativista que sempre defende privilégios próprios em detrimento dos interesses da coletividade, militares de patentes diversas que estavam ao redor do Maracanã (RJ), na mesma data, comemoraram com gritos eufóricos o desastre que se estabelecia.

 

Para a alegria deles, o novo governo autoritário não tardou em limitar as liberdades individuais, de opinião e expressão, de imprensa e organização. A partir de 1969, ele ainda começou a deter, interrogar, torturar e matar todos aqueles que eram considerados opositores do regime. Ainda hoje, apesar das inúmeras provas que foram acumuladas e de já estarmos conscientes de que qualquer ideologia extrema é capaz de cegar, segundo a versão defendida pelos militares, a maioria das mortes ocorrida no período mais negro da história do Brasil aconteceu durante confrontos com as Forças Armadas.

 

Revista Leituras da História Ed. 75

Adaptado do texto “Alegria Insana”