Você conhece a real origem do futebol? Confira

O futebol como conhecemos hoje, que caminha para seu segundo centenário de existência, é sem dúvida nenhuma, uma invenção inglesa. Porém, desde a Antiguidade, diferentes formas de se jogar bola já eram praticadas por diversas civilizações

Por Aristides Leo Pardo* | Fotos: Reprodução/Creative Commons | Adaptação web Caroline Svitras

Não se pode subtrair a honraria da Inglaterra como precursora do futebol moderno, mas ao traçar a trajetória do jogo de bola pela Antiguidade, chegando até a Europa Medieval, momento em que se alastrou e serviu, anos mais tarde, de inspiração para a criação de dois esportes tradicionais mundo afora – o futebol e o rúgbi –, percebemos a relevância na evocação da China moderna, e de seu passado milenar, na utilização do jogo como forma de apropriação cultural contemporânea perante o mundo Ocidental.

 

As origens

Originário da província de Lenzi, na China, o “Cu-ju”, que significa literalmente “Chutar a bola” (Tsu, chutar; Ju, bola), foi citado nas antigas escrituras do historiador Sima Qian, no século 1º AEC, durante a Dinastia Ham, 206 AEC-220 AEC) como forma de aprimoramento físico e estratégico dos exércitos, mas não tardou a sair do âmbito bélico e a ganhar status de esporte com fins de divertimento, atingindo inclusive a corte real e as altas classes.

 

Os chineses praticavam diversas atividades esportivas associadas, entre outras coisas, com rituais, treinamento militar, costumes sociais, filosofia, saúde e até com o tratamento médico, fato que necessita desassociar do conceito ocidental de prática esportiva, que dá uma maior ênfase ao espírito competitivo, o que não ocorre na cultura oriental.

 

 

Largamente difundido entre os chineses, o jogo ultrapassou as fronteiras e também passou a ser praticado no Vietnã, Coreia e no Japão, onde recebeu algumas adaptações e o nome de Kemari, praticado inclusive nos dias atuais, não como esporte institucionalizado, mas como atração turística e preservação de seu valor histórico-cultural.

 

Aos poucos, os crânios foram sendo deixados de lado (sim, as primeiras “bolas” foram os crânios dos soldados inimigos batidos em combate), com o jogo sendo praticado cada vez mais por civis e, assim, a bola era confeccionada com bexiga de boi e penas de aves diversas. O campo de jogo consistia em um retângulo com seis postes de cada lado, em que os jogadores deveriam depositar a bola nas traves opostas a fim de marcar pontos. Também existiram campos com apenas dois postes de cada lado e, ainda, com somente um no centro, que servia para pontuação de ambas as equipes, sempre identificadas por uniformes com cores diferentes.

 

 

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Adaptado do texto “O mundo é uma bola”

*Aristides Leo Pardo é especialista em História, Cultura, Memória e Patrimônio, pela UNESPAR/UV (2014); Historiador formado pela mesma instituição (2014) e Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade de Filosofia de Campos – FAFIC, (2007).